Cada vez mais pessoas com idade a partir de 60 anos estão se aventurando no universo digital. Internet, computador, tablet e smartphone deixaram de ser “coisa de jovem” e passaram a integrar o cotidiano de muitos idosos que desejam aprender, se comunicar e participar ativamente da sociedade contemporânea. Esse movimento não acontece por acaso, ele revela uma mudança significativa na forma de viver e compreender o envelhecimento.
Claro que não podemos generalizar. Vale lembrar que a velhice não é igual para todos.
O envelhecimento é uma experiência plural, marcada por trajetórias de vida, contextos culturais e condições socioeconômicas distintas. As próprias pessoas idosas são protagonistas desse processo, com crenças, julgamentos e visões de mundo que se constroem na interação com outras pessoas e gerações. Essa ideia dialoga com a noção de envelhecimento bem-sucedido proposta por Antonucci (1980), que associa qualidade de vida, satisfação e felicidade às condições individuais e sociais.
É justamente a partir dessas perspectivas que estudos recentes têm analisado como pessoas idosas interagem socialmente em cursos de inclusão digital no Brasil. Mais do que aprender a “mexer no computador”, esses participantes descobrem novas formas de estar no mundo, mostrando que aprender na velhice não é exceção. É estratégia, é potência e, convenhamos, é também um belo upgrade de vida.
Este texto encerra-se aqui, mas a reflexão permanece em movimento. No próximo encontro, seguimos ampliando esta conversa. Forte abraço!

Maracaju/MS, 2025
• Doutoranda e Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu/UFRGS) na linha de pesquisa Informática na Educação, com graduação em Serviço Social.
• Especialização em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e Docência no Ensino Superior.
• Pesquisadora e professora nas áreas: Estratégias Pedagógicas, Competências Socioafetivas e Tecnologias Digitais para o público 60+.