
Por Djhonatan Lucas M. Soares | Psicólogo | CRP 14/08240-9
Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão distantes de nós mesmos.
A rotina acelerada, o excesso de informação e a necessidade constante de produzir fizeram com que muitas pessoas passassem a viver no automático.
Acordamos correndo, trabalhamos correndo, pensamos correndo e até descansamos com culpa. Em meio a tanta velocidade, deixamos de perceber nossos sentimentos, nossos limites e a nossa própria identidade.
O silêncio virou desconfortável. Estar sozinho virou estranho. Parar parece errado.
O problema é que o ser humano não foi feito apenas para funcionar. Ele foi feito também para sentir, refletir e existir. Quando ignoramos isso por muito tempo, o corpo começa a falar por meio do cansaço extremo, da ansiedade, da irritação e do vazio emocional.
Estamos aprendendo a responder mensagens rapidamente, mas desaprendendo a conversar com nós mesmos. Talvez uma das maiores urgências da atualidade seja justamente desacelerar para lembrar quem somos longe das cobranças, das redes sociais e da necessidade constante de aprovação.
Porque viver não deveria ser apenas sobreviver ao próximo dia.
“A vida não examinada não vale a pena ser vivida.” Sigmund Freud
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